
O verão chega e junto com ele uma preocupação: a dengue! A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes Aegypti. Nesta época, o perigo é maior, pois a transmissão da doença raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C.
São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4. O período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Como todos já sabem, os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, mais comum nas gengivas.
A dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados alguns cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo a pessoa não corre risco de morte.
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa oferece risco, porque com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo que possa acumular água e oferecer risco. Em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências.
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliado a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos da doença. A Prefeitura de São Paulo elencou algumas características do mosquito Aedes Aegypti para a diferenciação dos demais:
- Cor: Preto, com manchas brancas no corpo e nas articulações
- Zumbido: Praticamente inaudível
- Coceira: A picada não coça e não dói na hora
- Tamanho: Aproximadamente 0,5 centímetros
- Horário de risco: Principalmente durante o dia
Para evitar a picada do mosquito, o Ministério da Saúde dá algumas dicas, como espirais ou vaporizadores elétricos, mosquiteiros, repelentes e telas. Já para eliminar os locais de produção do mosquito o mais indicado é remover o lixo, fazer controle químico, limpar os recipientes de água e tampar os grandes depósitos de água.
A Prefeitura de Campo Grande já intensifica os trabalhos de rotina no combate a dengue, através do CCZ - Centro de Controle de Zoonoses. Por denúncia ou relatório dos agentes de saúde, os técnicos do CCZ realizam a limpeza geral de mais de 500 terrenos baldios retirando cerca de 25 caminhões de entulhos e resíduos que possam acumular água parada e, assim, se tornar depósito para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças. “Tudo que se refere à dengue é um trabalho preventivo e pedimos que as pessoas tenham consciência que o lixo acarreta a proliferação de mosquitos e animais peçonhentos que acabam por invadir as casas”, explicou o coordenador técnico Mauro Lúcio Rosário.
Antes do mutirão, os agentes de saúde orientam, durante as visitas domiciliares, para que os moradores tragam os lixos de seus quintais.
Denúncias de terrenos baldios podem ser feitas pelo telefone: 3314-3562.
Fonte: Ministério da Saúde, Sesau - Secretaria Municipal de Saúde e Prefeitura de São Paulo